segunda-feira, 30 de novembro de 2009

tentando entender o amor

Não falo do amor romântico,
Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
E pensam que o amor é alguma coisa
Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,
Antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta? O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
O amor será sempre o desconhecido,
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado,
Quer ser transformado a cada instante.

A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
Decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo.

O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha
E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa,
Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio
Porque somos o alimento preferido do amor,
Se estivermos também a devorá-lo.

O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
Me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.
Ou melhor, só se vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.

7 comentários:

Sunshine disse...

ah o amor ninguém conhece.

Iza disse...

que graça.
vc realmente escreve melhor apaixonado.
vc realmente escreveu mto mto mto bem.

um beijo

Arkk disse...

que massa boy!
o/

Iza disse...

precisa-se de israel escrevendo.
qualquer informação ligue para 88575911

a diretoria agradece

Ana Paula Duarte disse...

Olá!
ERnfim o texto sobre amor que me chama atenção pela racionalidade... é difícil, pois eu mesma qd falo de amor não sou racional...Parabéns pela junção de uma linda poética+ idéias interessantes e que me fizeram de fato repensar o conceito de amor, que tanto buscamos!!
Adorei seu blog...Pude te ver, acredite!
Seguindo vc, ok?Abraço.

Jéssica Jácome disse...

o amor,
algo que tantos procuram.
um dia espero achar.

belo texo, belo blog ;*

Ana Paula Duarte disse...

SIGELO?
Riquíssimo em sentimentos e forte em sábias palavras!
Abraço.